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Fabricantes de produtos não essenciais conseguem driblar a crise com estratégias de mercado inteligentes

A pandemia do novo coronavírus, que já dura quase seis meses, afetou profundamente o mercado, sendo o setor varejista e empreendedores individuais os mais prejudicados. 


O desemprego no Brasil bate novos recordes a cada levantamento. Segundo o IBGE, estamos com uma taxa de 12,9% no trimestre encerrado em maio, atingindo 12,7 milhões de pessoas sem emprego. 


Neste cenário, empresários que tiveram planos de ação rápidos conseguiram contornar a situação e a fábrica de tintas Ultramix é um exemplo disso. 


O conjunto de ações tomadas pela gestão diminuiu o impacto da crise e encontrou alternativas de sobrevivência.  


Ainda assim, ninguém esperava por uma pandemia sanitária, e o setor industrial de tintas não está diretamente ligado aos bens de consumo essenciais. A alternativa encontrada pelos stakeholders foram as parcerias com a agroindústria e produtos hospitalares. 


A capacidade de reagir aos mais diversos cenários do mercado não é uma novidade para a empresa, são 17 anos de experiência no mercado.  


As estratégias comerciais, técnicas, institucionais e os cuidados com os colaboradores foram os responsáveis pela continuidade dos negócios durante o período. 

 

Ações solidárias também incentivaram colaboradores  


A preocupação com o bem-estar dos funcionários foi um dos pilares na construção de um plano de ação para a empresa. 


Além de trabalhar com a capacidade reduzida e oferecer todo o equipamento de higiene necessário para os colaboradores, a empresa também fez ações solitárias para distribuir álcool em gel em instituições carentes. 


Desde o início do mês de abril, parte da operação da empresa foi paralisada para que o maquinário fosse utilizado exclusivamente para fabricação de álcool em gel. 


Juntos, doadores e a Ultramix custearam 7.100 litros de álcool em gel e a ação beneficiou mais de 50 instituições carentes. As doações atenderam asilos, hospitais, postos de saúde, ONGs e instituições sociais. 


O respeito ao meio ambiente e a qualidade de vida dos funcionários já era uma realidade dentro da empresa que possui o selo ISO 9001 desde o ano de 2007. 


Veja agora a entrevista completa com o gerente comercial da Ultramix, Plinio Giacomazzi Junior. 


Plínio, como você vê os impactos da pandemia do coronavírus no setor industrial e como isso afetou diretamente a Ultramix?  


P: “Inicialmente os impactos que estávamos esperando seriam médios ou até grandes e não tínhamos previsão de quando passaria, nem mesmo como o mercado se comportaria. Muitos setores que atendemos sofreram bastante, como mercado de eventos que ainda não voltaram a funcionar. Já outros mercados como agroindústria e produtos hospitalares aumentaram suas demandas e foi nisso que focamos, assim, com o passar das semanas vimos que se respeitássemos os protocolos de isolamento e cuidados com nossos colaboradores poderíamos continuar a fornecedor, testar e produzir”.  


O que foi feito pela Ultramix para minimizar esses impactos econômicos durante a crise?  


P: “Ações focadas em mercados menos afetados como agroindústria, hospitalar e manutenção industrial, bem como aprimorar e fortalecer o vínculo com nossos clientes”. 


Houve algum tipo de ação voltada para a questão sanitária da crise?  


P: “Atendemos os protocolos de saúde e combate à pandemia, veiculamos comunicados instruindo nossos clientes pelos novos procedimentos adotados, ajudamos instituições com doação de álcool gel”.  


Para finalizar, quais são as perspectivas da gestão para preservar a competitividade da Ultramix durante a pandemia e quais são as perspectivas gerais sobre o setor industrial de tintas pós-crise? 


P: “Acreditamos que o momento é delicado, mas cheio de oportunidades. De uma forma geral a indústria nacional está se levantando devido à baixa importação principalmente de produtos chineses, e existe uma demanda reprimida nos meses de isolamento total. Assim, as perspectivas da Ultramix são para uma volta moderada, onde mercados antes esquecidos ou nem tanto explorados voltarão a ter nossa atenção”.